Um Teto para o Nosso País

E dia desses, eu, a senhora tenho-problemas-com-ONGs, peguei um mochilão emprestado, joguei minha inércia pro canto e fui ver qual era a do projeto em que minha prima andou se enfiando desde fevereiro.

Fui e voltei com cérebro chacoalhado. : D

O projeto, que acontece em toda a América Latina, se chama Um Teto para o Meu País. Não vou entrar em muitos muitos detalhes, porque a experiência de participar traz muita coisa pra falar e vai encher as vossas paciências, mas resumindo, funciona assim: uma molecada de 18 a 26 anos se reúne um fim de semana por mês para ir para favelas e comunidades e construir uma casa préfabricada para famílias que estão vivendo em casas quase inabitáveis. Cada equipe constrói para uma família, que também ajuda na construção, faz almoço e vira truta da gente : ). São dois dias inteirinhos construindo, dormindo em saco de dormir e sem banho. Dois dias em que minha maior surpresa foi em relação a gente como eu, aquele preconceito classemédico contra meninas e meninos cocotinhos, gente que vi pegando no pesado na favela, reclamando muito menos que eu.

Fui em setembro e fiquei sem coragem em outubro. Confesso que tô com medo de enfrentar os 3 dias de novembro, mas acho que vou largar de ser franguinha e me inscrever logo. Porque vou te contar: é tão fora da rotina e dos esquemas que um fim de semana no Teto vale como um intercâmbio de 2 anos. O fantástico é o modelo em que o projeto flui: como um quebra-barreiras entre os Jardins e a favela, entre a favela e os Jardins, entre nós e nossa própria classe social, entre nós e nós. E fazendo um bem grandão pra gente que precisa tanto.

COISA LINDA!

Fran

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2 pensamentos sobre “Um Teto para o Nosso País

  1. Fran,
    Que bom ler esse post!
    Tenho as mesmas implicâncias que vc com relação a ONGs e cocotinhos voluntários, e, por causa desse preconceito meu, não animei de me inscrever há um tempinho atrás, qdo fiquei sabendo do projeto.
    Já me incluí na reunião de apresentação de novembro. Quem sabe a gente não se esbarra no motirão de construções em dezembro? =)

  2. Pingback: Detecção massiva, suas gentes e histórias « SUPIMPA!

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